<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529</id><updated>2011-09-29T16:24:29.273-07:00</updated><title type='text'>Múltiplos de mim</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6922324464833837774</id><published>2011-07-28T08:10:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T08:18:47.190-07:00</updated><title type='text'>Desdito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Dizer certas coisas, exprimir sentimentos em palavras, algumas vezes, parece algo muito pouco proveitoso, pois é difícil encontrar expressão perfeita que seja construída exatamente com o material que há em nossa interioridade.&lt;br /&gt;Falar de nosso eu em relação a outro eu (tão centrado quanto o primeiro em si mesmo) nem sempre revela o efeito que precisamos atingir; as pessoas são um mar complexo, na maior parte do tempo revolto e insondável, mesmo que tenhamos a mais pura disposição para navegar.&lt;br /&gt;Da interação eu-outro o que importa mesmo são os “intermédios”, para parafrasear o poeta Mário de Sá-Carneiro. E intermédio, a meu ver, é tudo aquilo que aproxima ou afasta as pessoas através das palavras. Estas sim são verdadeiros canais por onde somos levados a conquistar mundos ou perder as mais simples graças do destino. Há nas palavras uma força bruta que passa a ser lapidada pelo contexto de interação, que é mediado pela energia complexa dos sentimentos e da razão.&lt;br /&gt;Diante da tamanha vitalidade das palavras ditas, não-ditas, mal-ditas, optei pelas silenciosas para expressar meus sentimentos ante a solitude do momento presente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6922324464833837774?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6922324464833837774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6922324464833837774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6922324464833837774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6922324464833837774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/07/dizer-certas-coisas-exprimir.html' title='Desdito'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-261632985060772658</id><published>2011-07-21T10:04:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T16:24:29.319-07:00</updated><title type='text'>Força centrífuga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Qual seria o fim de um suicida? Qual o significado da morte planejada? Há como vislumbrar alguma dimensão estética em um cadáver reclinado aos pés do desespero?&lt;br /&gt;A trajetória da vida é algo bastante intrigante e passível de muitos questionamentos. Ademais, neste percurso, não apenas alegrias e realizações se deslocam no caminho da existência. O cotidiano acaba, muitas vezes, envolto pela atmosfera do tédio, do ócio, da desilusão, da banalidade, do peso de despedidas incompreensíveis, das pressões institucionalizadas. A música do mundo dos mortais é entoada pela cacofonia das dilacerações da incerteza. Isso é apenas uma constatação óbvia.&lt;br /&gt;As pessoas historicamente estão inseridas em um &lt;em&gt;contrato social&lt;/em&gt; que tolhe a liberação de seus impulsos metafísicos, apontando-lhes a direção progressiva para o precipício da coação. Na contramão dessa lógica, busca-se uma liberação sem medida, um sentido que se perde no vazio de determinadas ações.&lt;br /&gt;Para lidar com tantas ambivalências, resta-lhes, pois, três “saídas”: aceitarem sua triste condição de mortais impotentes, vítimas do inevitável; confrontarem-se com a teia que lhes apreende na mordaça inadiável do destino; ou ainda se lançarem desesperadamente aos braços de uma morte, que embale sua fuga no berço da destruição.&lt;br /&gt;O suicídio tornou-se, há muito tempo, objeto de estudo da Sociologia, da Psicologia, e não só destas, como também da Filosofia, sendo inclusive considerado, por alguns pensadores, o único tema filosófico digno de atenção.&lt;br /&gt;A essência deste “mal”, não apenas de um “século” – lembremos o escapismo dos byronianos – mas de muitas outras “gerações”, bate às portas da modernidade tardia com toda efusão e fúria, adentra os mundos e solicita um assento junto à “fogueira das vaidades” humanas.&lt;br /&gt;O mundo cibernético, com as chamadas micro-ondas eletromagnéticas, vem provocando um curto-circuito no sentido da vida humana. Não se sente mais na atualidade o calor de um abraço demorado, nem se postam cartas desenhadas ao sabor da emoção. Não há mais vontade de estar fisicamente ao lado de alguém, simplesmente para sentir uma parte do infinito perto de nós. Todo este cenário cedeu espaço ao atropelo, ao caos, às superficialidades das redes sociais virtuais.&lt;br /&gt;O que dá significado, o que garante coerência à vida cotidiana na atualidade? Com todas as leituras sociológicas que tenho feito nos últimos anos, confesso a minha inabilidade em responder prontamente a essa questão. Mas esse é apenas um aspecto do problema. Se é que temos condições de dimensionar os diversos ângulos dessa crise de subjetividade que acomete os indivíduos hoje. E nem é minha intenção aqui oferecer respostas. Pretendo apenas deixar desaguar um lado do meu imaginário sobre o tema do suicídio. Mesmo sabendo que este perpassa muitos vértices, partindo da origem até a consumação.&lt;br /&gt;Há quem tenha se ocupado sistematicamente com a questão do suicídio, propondo até uma tese sobre o assunto. Dizem que por conta da morte de um amigo próximo – não me perguntem o nome – Émile Durkheim já se preocupava com esse objeto em fins do século XIX. Contudo, não via o fenômeno como algo ligado meramente ao plano subjetivo, psíquico, mas considerava haver algo objetivamente determinando esse fato, que ele demonstra ser social. (Mesmo querendo fugir dos percursos teóricos, sempre termino passando rapidamente por eles. Às vezes não há fuga também para certas forças do inconsciente, que trafegam – reconheço - entre o individual e o social).&lt;br /&gt;Essa semana assisti a um vídeo na TV Cultura, intitulado &lt;em&gt;Invenções contemporâneas&lt;/em&gt;, em que o filósofo Luiz Felipe Pondé comentava o pensamento de Zygmunt Bauman sobre a mal--dita pós-modernidade. Embora reconhecendo a relevância do comentário e as boas doses de verdade sobre a esfera social contemporânea, não pude deixar de entrar numa depressão de três dias seguidos motivada pelas conclusões tão desencantadas, que parecem não apresentar qualquer via de fuga para os pobres sujeitos que esboçam o quadro social atual. No fim das contas, o diagnóstico é tenebroso, assustador mesmo.&lt;br /&gt;Diante de tantas possibilidades, de tanta fragmentação, de tantas neo-visões do mundo “altamente” moderno, pensei em como poderíamos então classificar os tipos de suicídio atualmente. Ainda seriam eles &lt;em&gt;egoístas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;altruístas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;anômicos&lt;/em&gt;; ou poderíamos chamá-los de legítimos, opcionais (entre tantas outras opções “líquidas” de vida e morte), imaginários?&lt;br /&gt;Então, o que impulsiona um indivíduo a tirar sua própria vida? Não sei exatamente, nem quero aqui buscar muitas alegorias para o enigma. Porém, vejo duas formas de pensar o problema: 1) Do que já demonstramos acima, o suicídio é mais um tema que precisa ser considerado histórica e socialmente, para atender aos ditames da desventurada ciência; 2) Como ainda não me deixei sorver por completo pela objetividade do conhecimento, penso também no lado poético que percorre todas as esferas da vida, da morte, sobretudo da vida de um suicida.&lt;br /&gt;Mesmo que essa segunda opção seja uma maneira de ver um tanto inapropriada ao meu ofício de pesquisadora das Ciências Sociais – que sempre está em busca de um diagnóstico pra tudo – ainda não consegui perder por completo minha sensibilidade, meu sentir, meu tremor nas mãos e arrepio por todo o corpo quando algo me toca os limites da alma.&lt;br /&gt;Toda essa longa reflexão inútil para chegar a um fato particular que me comoveu profundamente e mexeu nas entranhas mais insondáveis de minha subjetividade. Refiro-me ao suicídio da modelo e atriz brasileira Cibele Dorsa, 36 anos, ocorrido em 26 de março deste ano, em São Paulo. Fato tão veiculado na mídia que, desde então, rendeu notícias, colunas, crônicas, documentários televisivos, e agora, depois de tanto tempo com esse acontecimento na memória, acrescento a esse repertório o presente texto, que tem a modesta intenção de registrar um sentimento de solidariedade, e que nada tem a ver com as estratégias discursivas das mídias para gerar comoção social. Cibele se jogou do sétimo andar do prédio onde morava, pela mesma janela em que, pouco menos de dois meses antes, seu noivo também daria adeus à vida. É verdade... nunca se está isento da relação com o outro, nem mesmo depois da morte.&lt;br /&gt;Conversava com uma amiga coisas triviais, quando de repente ela ficou um pouco reflexiva e comentou que tinha visto na internet uma notícia sobre o suicídio da moça. Contou o fato com uma tristeza tão grande que me fez pensar no belíssimo texto &lt;em&gt;O morto que canta&lt;/em&gt;, do professor Rubem Alves. Vejam a intertextualidade das coisas do mundo: li essa crônica há muito tempo, ainda na graduação em Jornalismo e, na hora da conversa, veio-me imediatamente a lembrança do que o escritor pensava sobre o ato. Alves sustenta a idéia de que “há uma morte que vem de fora e uma morte que cresce por dentro”. Essa última desembocaria no suicídio. Para ele, o último acorde de um suicida não precisa de palavras, de notas; a canção seria mesmo o silêncio manifesto no corpo inerte.&lt;br /&gt;A questão é que sempre estamos querendo respostas para tudo. Estamos sempre criando estereótipos, maneiras de classificar as coisas e, se possível, construir identidade até para a morte. Ora, porque, como dizem, “para tudo tem perdão, menos para uma morte desse tipo. É um ato injustificável!”. Por que tudo tem que ter sentido ou causalidade? Porque a vida (e o seu convexo - a morte) não podem ser vistas apenas como algo que É, como uma possibilidade de revelação das coisas, dos seres, de tudo o que existe, sem quaisquer pressupostos ou desdobramentos. Sempre nossa mente racional correndo atrás do aceitável, de uma explicação, buscando uma coisa ou outra, perseguindo uma finalidade.&lt;br /&gt;O imaginário coletivo tem uma relação muito problemática com a morte que nasce por dentro; porque deve-se sempre estar disposto a viver, a lutar, a sofrer, a ganhar, a perder. E Pessoa, sob a máscara de Álvaro de Campos, já dissera em &lt;em&gt;Tabacaria&lt;/em&gt;: “E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.” Mas há sempre uma busca irrefreável pelo progresso, pelas conquistas, pelo sucesso, pelas possibilidades materiais da vida. Coisas de metafísica ficam para os loucos, para os inadaptados, para os poetas, os filósofos, para os que têm tempo a perder.&lt;br /&gt;Só para encerrar esse colóquio – pois devo concordar que há um cansaço em vossas pálpebras depois de tanta conversa – lembro o poema &lt;em&gt;Sujam o suicídio&lt;/em&gt;, do nosso genial João Cabral de Melo Neto. O poeta reflete que “o pior que há nele [no suicídio] é o palavrório/que enreda o caixão e o velório”. “Na verdade, onde mais o medo/é falador é nos enterros”. “No enterro,(...), se de suicida, falam duplo.”&lt;br /&gt;As motivações humanas para a vida e para a morte, para o mal e para o bem, para o belo e para o feio, para o errado e para o certo, para as constantes dualidades da existência, exige de nós ainda muita reflexão para alcançarmos o mínimo de compreensão, ou talvez devamos nos conformar em nunca a alcançar. Pois se pensarmos bem, tudo está envolto em relatividades. Mas o fato é que o homem é um ser de linguagem, precisa dela para se manifestar, para demarcar o limite entre o preenchimento e o vazio. Mesmo em silêncio, há uma voz oculta envolvendo nossos corpos. Mesmo que esse dizer não venha de nós propriamente, que ele surja nas entrelinhas dos nossos atos, nas relações com o outro, mas ele está em nós, está presente na vida e na morte. E sobremaneira no corpo de um suicida.&lt;br /&gt;Milan Kundera, em &lt;em&gt;A insustentável leveza do ser&lt;/em&gt;, faz uma extraordinária sugestão sobre o suicídio quando diz que “o homem inconscientemente compõe sua vida segundo as leis da beleza, mesmo no instante do mais profundo desespero”.&lt;br /&gt;Talvez haja razão em Kundera, pois o suicida publica seu desespero, grita em silêncio, transcende o vazio e eterniza, nos pensamentos de seus receptores, a linguagem de um corpo inerte, perdido, ilhado, mas também livre para decidir o seu destino, capaz de escrever a beleza de seu drama nas páginas de uma morte sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-261632985060772658?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/261632985060772658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=261632985060772658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/261632985060772658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/261632985060772658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/07/forca-centrifuga.html' title='Força centrífuga'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3982028652247342617</id><published>2011-07-13T14:00:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T14:31:07.956-07:00</updated><title type='text'>A quinhentos metros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(Cecília Meireles)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinhentos metros, os vossos belos olhos desaparecem; e essa claridade do vosso rosto; e a fascinação da vossa palavra. É uma pena (eu também acho que é uma pena), mas, a quinhentos metros, tudo se torna muito reduzido: sois uma pequena figura sem pormenores; vossas amavéis singularidades fundem-se numa sombra neutra e vulgar. Ao longe, caminhais como qualquer pessoa - e até como certas aves: é o que resta de vós: esse ritmo, na imensa estrada que também se vai projetando, estreita e indistinta, sobre o horizonte.&lt;br /&gt;Bem sei que tendes muitas inquietações: há um mês de maio na vossa memória, e um campo de flor, e um arroio que cantava numas pedrinhas, e depois muitas, muitas cidades grandiosas e indiferentes, e teatros acesos, ramos de flores, ceias, risos, vozes, adereços de turquesa, - bem sei, bem sei. Bem sei que tudo isso ficou a mais de quinhentos metros, e ainda de longe continuais a sofrer. Mas para quem vos olha a uma distância de quinhentos metros, essas dimensões que levais convosco deixam de existir. As canções que aprendestes e a dor que sabeis, nada se avista daqui. Sois uma sombra muito pequenina, prestes a perder mesmo o ritmo do passo, a parecer parada como o próprio chão. Podereis ir para um lado ou para o outro: daqui a pouco nem saberemos para onde fostes: e as vossas decisões estarão fora do nosso alcance, como vós estareis fora da nossa vista.&lt;br /&gt;É bem triste tudo isso, porque nós vos amamos, e gostaríamos de responder se por acaso nos chamásseis: mas, a quinhentos metros, é bem difícil ouvirmos a vossa voz. Mandamos pelo ar nossos bons pensamentos: mas que acontece aos pensamentos, mesmo aos melhores, desde que partem, desde que se desprendem de nós? Onde vão pousar os nossos bons pensamentos? E as pessoas a quem os dirigimos serão exatamente aquelas que os encontram?&lt;br /&gt;Tenho muita pena de tudo isso: mas a pena vai ficando também menor, cada vez menor, à medida que avançais para longe: o sofrimento acompanha seu dono; nós apenas o vemos, e algumas vezes o compreendemos, sem, no entanto, o podermos tomar para nós, desfazê-lo ou dar-lhe outra direção. E ele também vai ficando pequenino, diminuindo, com a distância, para nós que não o carregamos, que apenas ouvimos dizer que existe. É como, nos mapas, o desenho de um rio que jamais encontramos: é certo que passa por ali, mas não sabemos nada de suas histórias, reflexos, ecos.&lt;br /&gt;A quinhentos metros, na verdade, há muita ausência, vamos acabando muito depressa. Pensai que, geralmente, neste mundo, há sempre cerca de quinhentos metros de uma pessoa para outra! Somos só desaparecimento. E apenas quando conseguimos ficar, também, a uns quinhentos metros de nós mesmos, encontramos algum sossego. Porque, então, é a vez de nossos tormentos mudarem de proporções e aspecto. De serem vistos de longe, sem pormenores, sem voz, sem ritmo: nem mês de maio, nem flores, nem arroio. Talvez a memória serenada. Talvez nem a memória... - É assim em quinhentos metros!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3982028652247342617?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3982028652247342617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3982028652247342617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3982028652247342617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3982028652247342617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/07/quinhentos-metros.html' title='A quinhentos metros'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-5571433949118402057</id><published>2011-07-05T09:23:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T09:29:36.226-07:00</updated><title type='text'>Desencanto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(Manuel Bandeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu faço versos como quem chora&lt;br /&gt;De desalento... de desencanto...&lt;br /&gt;Fecha o meu livro, se por agora&lt;br /&gt;Não tens motivo nenhum de pranto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu verso é sangue. Volúpia ardente...&lt;br /&gt;Tristeza esparsa... remorso vão...&lt;br /&gt;Dói-me nas veias. Amargo e quente,&lt;br /&gt;Cai, gota a gota, do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nestes versos de angústia rouca,&lt;br /&gt;Assim dos lábios a vida corre,&lt;br /&gt;Deixando um acre sabor na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu faço versos como quem morre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-5571433949118402057?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/5571433949118402057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=5571433949118402057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5571433949118402057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5571433949118402057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/07/desencanto.html' title='Desencanto'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-358594560697485584</id><published>2011-07-04T09:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T09:43:23.349-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ante os caminhos que se me apresentam no tempo presente, tem sido possível ensaiar dizer: Vida Nova!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-358594560697485584?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/358594560697485584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=358594560697485584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/358594560697485584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/358594560697485584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/07/ante-os-caminhos-que-se-me-apresentam.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3559021453011343652</id><published>2011-06-29T16:49:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T16:55:37.710-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Assertivamente disse ao espelho: calma, impossível ultrapassar essa moldura.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3559021453011343652?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3559021453011343652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3559021453011343652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3559021453011343652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3559021453011343652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/assertivamente-disse-ao-espelho-calma.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-9152827686354756589</id><published>2011-06-29T11:49:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T11:58:37.059-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O céu se fechou. E o mar também. Formavam uma mesma perspectiva por trás da brancura indissipável da chuva forte. Bonito de se ver. Quase quis estender os dedos e tocar naquela densidade aquosa. Mas, com as mãos sob o queixo, detive-me apenas a contemplar o indizível disperso naquele horizonte sem princípio, nem fim...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-9152827686354756589?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/9152827686354756589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=9152827686354756589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/9152827686354756589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/9152827686354756589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/o-ceu-se-fechou.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3959743084739846757</id><published>2011-06-15T07:44:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T12:25:16.750-07:00</updated><title type='text'>Lisboa Revisitada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(Álvaro de Campos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não: Não quero nada.&lt;br /&gt;Já disse que não quero nada.&lt;br /&gt;Não me venham com conclusões!&lt;br /&gt;A única conclusão é morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me tragam estéticas!&lt;br /&gt;Não me falem em moral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirem-me daqui a metafísica!&lt;br /&gt;Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas&lt;br /&gt;Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —&lt;br /&gt;Das ciências, das artes, da civilização moderna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mal fiz eu aos deuses todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se têm a verdade, guardem-na!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.&lt;br /&gt;Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.&lt;br /&gt;Com todo o direito a sê-lo, ouviram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me macem, por amor de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?&lt;br /&gt;Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?&lt;br /&gt;Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.&lt;br /&gt;Assim, como sou, tenham paciência!&lt;br /&gt;Vão para o diabo sem mim,&lt;br /&gt;Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!&lt;br /&gt;Para que havemos de ir juntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me peguem no braço!&lt;br /&gt;Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.&lt;br /&gt;Já disse que sou sozinho!&lt;br /&gt;Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó céu azul — o mesmo da minha infância —&lt;br /&gt;Eterna verdade vazia e perfeita!&lt;br /&gt;Ó macio Tejo ancestral e mudo,&lt;br /&gt;Pequena verdade onde o céu se reflete!&lt;br /&gt;Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!&lt;br /&gt;Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...&lt;br /&gt;E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3959743084739846757?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3959743084739846757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3959743084739846757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3959743084739846757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3959743084739846757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/lisboa-revisitada-l923.html' title='Lisboa Revisitada'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1528167291997421197</id><published>2011-06-15T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T08:19:05.414-07:00</updated><title type='text'>Transposição</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Era um ponto apenas,&lt;br /&gt;Como uma última gota de chuva num rio próximo&lt;br /&gt;Como um símbolo a demarcar o final de uma oração...&lt;br /&gt;Era um raio me rompendo em duas partes&lt;br /&gt;Uma ficará para sempre&lt;br /&gt;A outra estará em constante partida...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1528167291997421197?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1528167291997421197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1528167291997421197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1528167291997421197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1528167291997421197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/era-um-ponto-apenas-como-uma-ultima.html' title='Transposição'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-9096971899806663867</id><published>2011-06-11T08:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-11T13:52:16.600-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Cada esquina sinaliza duas saudades...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-9096971899806663867?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/9096971899806663867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=9096971899806663867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/9096971899806663867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/9096971899806663867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/cada-esquina-aponta-para-uma-saudade.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-2139215286340332973</id><published>2011-06-11T06:20:00.000-07:00</published><updated>2011-06-11T06:26:45.658-07:00</updated><title type='text'>Autopsicografia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(Fernando Pessoa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;Finge tão completamente&lt;br /&gt;Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;Na dor lida sentem bem&lt;br /&gt;Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;Esse comboio de corda&lt;br /&gt;Que se chama coração.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-2139215286340332973?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/2139215286340332973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=2139215286340332973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2139215286340332973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2139215286340332973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/autopsicografia.html' title='Autopsicografia'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-5295942146808959687</id><published>2011-06-09T20:19:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T16:19:43.829-07:00</updated><title type='text'>Trecho das "Três amigas", de Cecília Meireles</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(...) E eis que a minha terceira amiga me escreve da sua propriedade rural, onde, alheia ao conforto do século, vive mais das árvores que dos móveis, mais do solo e da chuva que dos próprios aposentos, misturada às crianças, inclinada para cada pequenina vida que vai cumprindo obscuramente o seu destino pelo chão e pelo ar. E manda-me uma folhinha de malva, que sai da carta ainda tão verde e perfumosa como se não tivesse sido cortada, e uma flor de alfazema, do cesto que lhe acabam de trazer: uma pequena flor em que recebe o vento e o céu desse recanto simples da terra, amado pelo seu coração, e pelo qual ouço passar a sua voz, tão natural e sincera, clara e cristalina como a das suas luminosas crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-5295942146808959687?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/5295942146808959687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=5295942146808959687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5295942146808959687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5295942146808959687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/trecho-das-tres-amigas-de-cecilia.html' title='Trecho das &quot;Três amigas&quot;, de Cecília Meireles'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6188617577787173288</id><published>2011-06-09T14:00:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T13:27:35.717-07:00</updated><title type='text'>Deseo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(García Lorca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solo tu corazón caliente,&lt;br /&gt;y nada más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi paraíso un campo&lt;br /&gt;sin ruiseñor&lt;br /&gt;ni liras,&lt;br /&gt;con um río discreto&lt;br /&gt;y una fuentecilla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin la espuela del viento&lt;br /&gt;sobre la fronda,&lt;br /&gt;ni la estrella que quiere&lt;br /&gt;ser hoja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una enorme luz&lt;br /&gt;que fuera&lt;br /&gt;luciérnaga&lt;br /&gt;de otra,&lt;br /&gt;en um campo de&lt;br /&gt;miradas rotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En reposo claro&lt;br /&gt;y allí nuestros besos,&lt;br /&gt;lunares sonoros&lt;br /&gt;del eco,&lt;br /&gt;se abrirían muy lejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y tu corazón caliente,&lt;br /&gt;nada más.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6188617577787173288?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6188617577787173288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6188617577787173288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6188617577787173288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6188617577787173288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/deseo.html' title='Deseo'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1939351437900730862</id><published>2011-06-09T06:48:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T03:54:40.454-07:00</updated><title type='text'>FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Entre os dias 08 de 16 de junho de 2011, acontece, simultaneamente nos cines de 20 cidades do Brasil, o Festival Varilux de Cinema Francês 2011. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;De início, as cidades contempladas para as exibições foram: João Pessoa, Recife, São Luís, Salvador, Maceió, Belem, Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Campos, Campinas, Vitória, Brasília, Goiânia, Florianópolis, Juiz de Fora, Macaé, Porto Alegre e Curitiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessas, o festival segue pra outras duas cidades: Fortaleza, entre os dias 16 e 23 de junho, e Belo Horizonte, entre 24 e 30 do mesmo mês. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Em João Pessoa, as exibições ocorrem no Cinespaço, Mag Shopping, localizado na Avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, 115, Manaíra. Administração do Mag/Fone: 3048-1000.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Segue a listagem dos filmes:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Potiche - esposa troféu (Potiche) - Filme de François Ozon;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;L&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;obo (Loup) - Filme de Nicolas Vanier;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Os nomes do amor (Le nom des gens) - Filme de Michel Leclerc;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Copacabana - Filme de Marc Fitousse;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O pai dos meus filhos (Le père de mes enfants) - Filme de Mia Hansen-Love;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Uma doce mentira (De vrais mensonges) - Filme de Pierre Salvadori;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Simon Werner desapareceu... (Simon Werner a disparu...) - Filme de Fabrice Gobert;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;Um gato em Paris (Une vie de chat) - Filme de Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Vênus negra (Vénus noire) - Filme de Abdellatif Kechiche;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;X&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;eque-mate (Joueuse) - Filme de Caroline Bottaro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: http://www.jornalonorte.com.br/2011/06/02/show1_0.php &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1939351437900730862?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1939351437900730862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1939351437900730862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1939351437900730862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1939351437900730862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/festival-varilux-de-cinema-frances.html' title='FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6141297117793757973</id><published>2011-06-08T22:06:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T06:16:28.674-07:00</updated><title type='text'>Dramas de um clássico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Estive pensando em como, no mundo contemporâneo, mesmo com a ebulição das chamadas "novas tecnologias", ainda há um fetiche muito grande em torno do meio televisivo. Assite-se à televisão em casa, com todo conforto - ou não - sem necessidade de maiores conhecimentos ou pomposas instruções. As palavras, imagens, gestos, expressões e todos os mecanismos discursivos alcançam, num abrir e fechar de olhos, os "vasos receptores" de uma retórica quase sempre eficaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A parafernália desvairada de programas que é exposta atrai as pessoas tanto por apresentar uma violência banalizada, como por reforçar um hedonismo desocupado e um voyeurismo inútil, que nem sempre precisam fazer muito apelo à audiência. Claro! Haverá mecanismos de fuga dessa "camisa de força" lançada pelos meios de comunicação e que visa a aprisionar nossas mentes na letargia de um &lt;em&gt;diazepam&lt;/em&gt; como um "Big Brother" (um, dois, três... cem) ou uma "Fazenda"; um Domingo Legal, que seria mais legal se não existisse; ou ainda um "fausto silva", que do Fausto só se aproxima por ter vendido a alma ao diabo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Isso sem falar no "jornalismo de Lúcifer" que é veiculado nas atuais "telonas" de todo o país e que, em pleno meio-dia, apresenta corpos alvejados por balas, facas, agredidos por um sem número de objetos que deixam as marcas de uma violência sensacionalizada. A meu ver, isso se revela como uma forma de apreensão metonímica da realidade social, porque o cerne do problema vai além dessa reprodução objetiva e parcial dos fatos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;No livro intitulado &lt;em&gt;O demônio do meio-dia&lt;/em&gt;, Andrew Solomon fala de um sentimento estranho e angustiante que pode atravesar-nos em plena luz do dia, mais precisamente quando o sol encontra o centro de nossas cabeças: ao meio-dia. Isso me faz refletir em como se tira proveito dos dramas humanos veiculados, em horários oportunos, nas mídias. Penso nisso como se fosse um mecanismo de gerar catarse - uma forma de purgação de nossas moléstias no mal-estar alheio, quem sabe até uma maneira de dominar os temores da "flecha que voa à luz do dia" certeira em nossa direção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Posso parecer um tanto radical nessa observação: mas é preciso atenção para que informações fragmentadas e estandardizadas - protagonistas de uma trajédia eletrônica - não embotem o que ainda existe de belo e jamais obsoleto da natureza humana: a arte de pensar e sentir! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6141297117793757973?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6141297117793757973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6141297117793757973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6141297117793757973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6141297117793757973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/os-dramas-de-um-classico.html' title='Dramas de um clássico'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-5412151032253099893</id><published>2011-06-08T05:50:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T05:58:04.372-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Sou absurdamente estranha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;E o que é de mim ou meu: é desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Estou numa caverna talhada com imagens alegóricas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Tenho um cérebro repleto de figuras sem sentido... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-5412151032253099893?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/5412151032253099893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=5412151032253099893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5412151032253099893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5412151032253099893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/sou-absurdamente-estranha-e-o-que-e-de.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6785807832223893206</id><published>2011-06-08T05:29:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T06:08:55.828-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Contraditoriamente, meus congêneres parecem muito diferentes de mim, mas eu os amo tal como a leveza do primeiro contato, como o diamante lapidado pela paciência e com a estranheza de uma verdade sem fuga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6785807832223893206?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6785807832223893206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6785807832223893206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6785807832223893206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6785807832223893206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/contraditoriamente-meus-congeneres.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-229206506485252535</id><published>2011-06-07T08:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T08:04:49.171-07:00</updated><title type='text'>Potência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Inspiramos e exalamos a potência da vida. Talvez o poder tenha parte com a fundação cosmogônica da existência e, tendo nos arranjado à sua imagem e semelhança, mantém-nos sob seus auspícios, controlando-nos, adestrando-nos, ensinando-nos, sobretudo, a legitimidade de sua força para fazer-nos rios perpétuos, embora destinados ao solo da intermitência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-229206506485252535?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/229206506485252535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=229206506485252535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/229206506485252535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/229206506485252535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/potencia.html' title='Potência'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6269860172522576319</id><published>2011-06-06T08:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T08:25:49.462-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar inteira." (Cecília Meireles)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6269860172522576319?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6269860172522576319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6269860172522576319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6269860172522576319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6269860172522576319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/aprendi-com-as-primaveras-me-deixar.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-8562956091354452887</id><published>2011-06-05T18:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T19:12:10.316-07:00</updated><title type='text'>Dualidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Um dos lados era mistério&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O outro revelação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Obscuridade e rompimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Como círculos unidos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Na órbira do afastamento anterior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;E na superfície uma figura celeste &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Com ares de brilho provisório&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;No precipício da alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Um vale de lágrimas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Onde se afogavam os restos de ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Uma das mãos cicatrizava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A outra empunhava o instrumento &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;De manhã à noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A dúvida transformada em lamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Seguiram-se as horas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Como flores deixadas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;No cemitério em que largamos nossos corpos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;E nem por um breve instante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Mesmo numa folha suja e rasgada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Pelo tempo, pelo tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Teve-se partido daquela ida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Que de tanto ia, tanto ia, tanto íamos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Doíamos, doíamos... em nós dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Nunca mais foi possível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Encontrar o caminho da volta...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-8562956091354452887?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/8562956091354452887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=8562956091354452887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/8562956091354452887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/8562956091354452887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/06/dualidade.html' title='Dualidade'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4303152298743620886</id><published>2011-05-01T01:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T01:11:18.657-07:00</updated><title type='text'>Espiral</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Se houvesse uma palavra a se erguer&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Da turbulência orgânica desse corpo colérico&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ela teria um significado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Vertical&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ascendente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Telúrico&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4303152298743620886?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4303152298743620886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4303152298743620886' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4303152298743620886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4303152298743620886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/05/se-houvesse-uma-palavra-se-erguer-da.html' title='Espiral'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6314838147644416987</id><published>2011-04-30T17:16:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T14:49:38.931-07:00</updated><title type='text'>Interface</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Quando a ação física contraria o espírito, é quase como uma morte moral. O corpo permanece marcado e os sentidos deixam de ser ausência de toque.&lt;br /&gt;Uma terrível tristeza traz abatimento e inércia e as sombras da culpa roubam a paz conquistada com tanto esforço. Como um território que se perde em instantes, fica a face flácida e perplexa.&lt;br /&gt;Tornam-se inúteis os dias de solidão, silêncio e celibato, necessários ao espírito inquieto.&lt;br /&gt;Uma onda inesperada leva embora a audácia de ser, o equilíbrio, e deixa sargaço em excesso sobre as pálpebras exaustas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6314838147644416987?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6314838147644416987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6314838147644416987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6314838147644416987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6314838147644416987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2011/04/quando-acao-fisica-contraria-o-espirito.html' title='Interface'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-9181954876856727975</id><published>2010-07-25T16:53:00.000-07:00</published><updated>2010-07-25T16:54:08.892-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Força é resistência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-9181954876856727975?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/9181954876856727975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=9181954876856727975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/9181954876856727975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/9181954876856727975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/07/forca-e-resistencia.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4326635354014547668</id><published>2010-06-01T12:46:00.001-07:00</published><updated>2010-06-01T12:50:14.067-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não importa a forma&lt;br /&gt;O conteúdo dispensa as arestas &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4326635354014547668?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4326635354014547668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4326635354014547668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4326635354014547668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4326635354014547668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/06/nao-importa-forma-o-conteudo-dispensa.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-474278062313226547</id><published>2010-05-31T13:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T13:04:15.857-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;As aves têm pés, nunca em nós soubemos de asas&lt;br /&gt;Elas pousam, nós podemos pensar&lt;br /&gt;A contradição é alada&lt;br /&gt;As plumas caem&lt;br /&gt;E seguimos na direção do vento&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-474278062313226547?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/474278062313226547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=474278062313226547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/474278062313226547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/474278062313226547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/05/as-aves-tem-pes-nunca-em-nos-soubemos.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-2967385117767819909</id><published>2010-05-31T06:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T06:48:02.411-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Em estado permanente de transição...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-2967385117767819909?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/2967385117767819909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=2967385117767819909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2967385117767819909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2967385117767819909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/05/em-estado-permanente-de-transicao.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6760794065519921396</id><published>2010-05-25T07:09:00.000-07:00</published><updated>2010-05-25T07:12:24.246-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A demora do instante&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6760794065519921396?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6760794065519921396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6760794065519921396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6760794065519921396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6760794065519921396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/05/demora-do-instante.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-900081898255329753</id><published>2010-04-20T13:05:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T13:06:16.465-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O desafio é serenidade na sobriedade...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-900081898255329753?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/900081898255329753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=900081898255329753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/900081898255329753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/900081898255329753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/04/o-desafio-e-serenidade-na-sobriedade.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/7557491037992321289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/7557491037992321289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/03/o-medo-e-um-pecado-assombrado.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4603802046680312698</id><published>2010-03-17T15:08:00.001-07:00</published><updated>2010-03-17T15:08:58.309-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Resultamos na soma do acúmulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O problema é que são inúmeras as incógnitas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4603802046680312698?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4603802046680312698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4603802046680312698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4603802046680312698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4603802046680312698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2010/03/resultamos-na-soma-do-acumulo-o.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1019337604702874106</id><published>2010-02-01T06:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T05:22:03.105-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Tanta saudade que embriaga a voz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O que foi presença, hoje é lembrança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Os dias passam, a noite corre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;E não sei para onde vai essa falta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Uma ânsia insana que acredita no impossível &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Que inventa uma forma para o não-dito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1019337604702874106?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1019337604702874106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1019337604702874106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1019337604702874106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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/&gt;O mar tem muito de céu&lt;br /&gt;O sol mostra a verdade&lt;br /&gt;As pessoas não..., prefiro os náufragos:&lt;br /&gt;Bem sabem de si e pouco de outros&lt;br /&gt;Aqui se conservam as maravilhas de outrora&lt;br /&gt;Que espero em breve sejam parte de mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4706820702377495642?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4706820702377495642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4706820702377495642' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4706820702377495642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6134949438395539859?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6134949438395539859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6134949438395539859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6134949438395539859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6134949438395539859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/vida-e-farsa-farta-de-boas-surpresas.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4198944445016234607</id><published>2009-08-19T18:26:00.001-07:00</published><updated>2009-08-19T18:26:28.771-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Hoje não sei, hoje não...&lt;br /&gt;Amanhã talvez, amanhã à noite&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4198944445016234607?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4198944445016234607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4198944445016234607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4198944445016234607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4198944445016234607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/hoje-nao-sei-hoje-nao.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4338384476910660325</id><published>2009-08-19T18:25:00.001-07:00</published><updated>2009-08-19T18:25:14.567-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Vampiros: sugam seu sangue e continuam com o colarinho branco, sem máculas!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4338384476910660325?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4338384476910660325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4338384476910660325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4338384476910660325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4338384476910660325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/vampiros-sugam-seu-sangue-e-continuam.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-7763650168823019839</id><published>2009-08-19T18:24:00.001-07:00</published><updated>2009-08-19T18:24:43.479-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O tempo é tudo a que se tem direito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A esperança é morrer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-7763650168823019839?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/7763650168823019839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=7763650168823019839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/7763650168823019839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/7763650168823019839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/o-tempo-e-tudo-que-se-tem-direitoa.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6220215714040890169</id><published>2009-08-19T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T18:24:02.658-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Meus olhos são como os ocelos de uma planária&lt;br /&gt;Vêem tudo perfeitamente distorcido&lt;br /&gt;Sob a ótica obscura de minhas lentes toscas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6220215714040890169?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6220215714040890169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6220215714040890169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6220215714040890169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6220215714040890169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/meus-olhos-sao-como-os-ocelos-de-uma.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1371807684915427696</id><published>2009-08-18T03:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T03:51:02.436-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O amor vai te deixar em casa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1371807684915427696?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1371807684915427696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1371807684915427696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1371807684915427696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1371807684915427696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/o-amor-vai-te-deixar-em-casa.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3104390624136540084</id><published>2009-08-18T03:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T03:46:28.319-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Descobri meu talento, minha vocação:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ser solta no silêncio...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;É disso que vivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;E não há medo algum em ser assim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3104390624136540084?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3104390624136540084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3104390624136540084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3104390624136540084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3104390624136540084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/descobri-meu-talento-minha-vocacao-ser.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-2617887221365766803</id><published>2009-08-18T03:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T03:36:57.654-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Toda essa chatice é tristeza.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-2617887221365766803?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/2617887221365766803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=2617887221365766803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2617887221365766803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2617887221365766803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/toda-essa-chatice-e-tristeza.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4529238570954321148</id><published>2009-08-08T15:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T15:23:50.569-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O cérebro pulsa à procura da razão&lt;br /&gt;Hoje vou tirar os pontos dos pulsos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4529238570954321148?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4529238570954321148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4529238570954321148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4529238570954321148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4529238570954321148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/08/o-cerebro-pulsa-procura-de-razao.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3240577157899202140</id><published>2009-05-23T14:19:00.001-07:00</published><updated>2009-05-23T14:20:39.970-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A verdade é o cérebro&lt;br /&gt;A saudade do palhaço&lt;br /&gt;O sono demorado&lt;br /&gt;O tempo que se foi&lt;br /&gt;Para aonde não se pode&lt;br /&gt;Achar&lt;br /&gt;A vida que se vive&lt;br /&gt;A madrugada do poeta&lt;br /&gt;A chuva nas ruas sujas&lt;br /&gt;A goteira na mansarda&lt;br /&gt;A fome na África&lt;br /&gt;A terra mais os outros elementos&lt;br /&gt;Invisíveis&lt;br /&gt;O tédio que insiste em ser&lt;br /&gt;O amor que também é&lt;br /&gt;O não saber quem sou&lt;br /&gt;O ser quem não sei&lt;br /&gt;Ter medo de tudo&lt;br /&gt;Saber e pensar que não&lt;br /&gt;A morte que chega&lt;br /&gt;Não se sabe quando!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3240577157899202140?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3240577157899202140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3240577157899202140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3240577157899202140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3240577157899202140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/05/verdade-e-o-cerebro-saudade-do-palhaco_23.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-2395638153960808620</id><published>2009-05-23T14:10:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T14:18:36.249-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;A verdade é o cérebro&lt;br /&gt;A saudade do palhaço&lt;br /&gt;O sono demorado&lt;br /&gt;O tempo que se foi&lt;br /&gt;Para aonde não se pode&lt;br /&gt;Achar&lt;br /&gt;A vida que se vive&lt;br /&gt;A madrugada do poeta&lt;br /&gt;A chuva nas ruas sujas&lt;br /&gt;A goteira na mansarda&lt;br /&gt;A fome na África&lt;br /&gt;A terra mais os outros elementos&lt;br /&gt;Invisíveis&lt;br /&gt;O tédio que insiste em ser&lt;br /&gt;O amor que também é&lt;br /&gt;O não saber quem sou&lt;br /&gt;O ser quem não sei&lt;br /&gt;Ter medo de tudo&lt;br /&gt;Saber e pensar que não&lt;br /&gt;A morte que chega&lt;br /&gt;Não se sabe quando!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-2395638153960808620?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/2395638153960808620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=2395638153960808620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2395638153960808620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2395638153960808620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/05/verdade-e-o-cerebro-saudade-do-palhaco.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4226288727221371992</id><published>2009-02-03T06:09:00.000-08:00</published><updated>2009-07-19T04:40:11.583-07:00</updated><title type='text'>A consulta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;– Doutor, o senhor não pode imaginar a lonjura do meu mal-estar. Todo dia sinto essa dormência e um enorme peso na cabeça. Nada que faça leva embora essa preguiça que há meses de mim se apossou. Não, mas não é assim uma preguiça... é muito mais que isso, sabe? É uma espécie de insatisfação com tudo e, quanto mais cresce, mais meu crânio adormece e o peso aumenta. O que será isso, doutor, já não suporto que me falem que é coisa da minha cabeça. Mas não é tão simples como eles pensam. O senhor pode me ajudar, hein?&lt;br /&gt;O médico, que naquele dia já havia atendido uns dez pacientes queixosos de suas inapetências com a vida, talvez estivesse farto dos longos anos ouvindo falar de todos aqueles distúrbios existenciais, respondeu pouco interessado:&lt;br /&gt;– Acho que precisamos fazer uma avaliação, quero que me traga alguns exames específicos para podermos completar a anamnese.&lt;br /&gt;Exasperado o rapaz interrompeu:&lt;br /&gt;– Não, não... eu já fiz de tudo que o senhor possa imaginar, de exame de sangue à tomografia computadorizada do crânio... e nada! Devo ter alguma coisa, não é possível, tanta agonia e nada! O senhor precisa me ajudar, não há muito tempo – disse isso enquanto levava as mãos cheias de tremuras ao antebraço do médico, que reforçou o pedido dos exames e repreendeu a atitude do jovem não ter comparecido com os laudos já naquela consulta.&lt;br /&gt;– Nem trouxe – respondeu desacreditado – pois já mostrei a tantos especialistas e todos me disseram que é problema na alma, um deles até me indicou o senhor, por isso estou aqui hoje. Que disfunção é essa na alma que causa tanta indisposição? Às vezes, até a vista fica embaçada e tenho a impressão de que o mundo já não é o mesmo da infância.&lt;br /&gt;– Comece me falando dessa etapa de sua vida.&lt;br /&gt;– Não será preciso, doutor, porque, tirando algumas intempéries em família, naquela fase tudo me parecia bem. Acho que quando as coisas estão nos conformes não sentimos muito a vida e deixamos que a felicidade – essa alegria que embota os sentimentos mais infaustos – rasgue o casulo antes da maturidade necessária para voar.&lt;br /&gt;Algo de errado despontou na altura de meus treze anos, pouco tempo depois que me mudei para essa cidade. O desemprego atingiu também meu pai e precisamos tentar a vida em outras plagas. Penso que as mudanças são imprescindíveis, mas trazem consigo uma carga de embotamento. Deixam-se para trás amigos, professores queridos, sonhos antigos, amores também e vai-se para um mundo desconhecido, povoado por rostos estranhos, parentes curiosos nunca vistos antes e tudo o que resta é passar por um longo período de adaptação. Tudo é adaptação! Tudo é asneira! Tem gente que não se afeiçoa a certos lugares, e com isto eu sou de pleno acordo, mas não entremos nesse mérito. A questão é que tudo de repente mudou em mim. Talvez a tamanha busca por adaptação tenha me feito inadaptado. Não quero falar sobre isso também. Estou tão confuso, doutor.&lt;br /&gt;– Acalme-se, prossiga!&lt;br /&gt;– Os anos finais da minha infância foram tristes e longos. Queria descrever o significado deles e o efeito daqueles dias em minha vida. Mas não irei fazê-lo. Sei que nem caberia tanto relato no tempo dessa consulta.&lt;br /&gt;– Pode me contar tudo – resolveu o médico.&lt;br /&gt;– Não. Apenas saiba que há em mim um tanto a mais do que eu poderia suportar. Estou cansado e tenho sede.&lt;br /&gt;Só de lembrar quero correr daqui e plantar-me debaixo das cobertas. Quero enfronhar-me em lençóis frios e sem cor que bem entendem o que sinto agora. Quero buscar a fuga no sono fácil, no sono levedura, que, embora crescendo a cada dia, causa menos desgaste que encarar a vida de frente! Não que eu tenha medo da vida ou da morte. Não sou daqueles sujeitos que temem o desconhecido e passam o tempo a desejar o que já conhecem: o enfado. Tenho medo de outras coisas que, por sinal, estão muito vivas. Mas deixe isso para lá!&lt;br /&gt;O médico já estava saturado de tanta inconstância no discurso do rapaz, o que dava para perceber nos movimentos de lagartixa que fazia com a cabeça e nas pernas que alternavam de lado todo o tempo.&lt;br /&gt;– Quero falar mais nada não, doutor. Talvez outro dia, quem sabe. Agora veja se pode passar algum remédio para me ajudar.&lt;br /&gt;– Então por hoje ficamos por aqui, até porque nosso tempo acabou.&lt;br /&gt;– Acabou!&lt;br /&gt;– Nosso tempo de consulta, meu rapaz... vou te passar umas pílulas tranqüilizantes para abrandar essa efusão nervosa. Daqui a um mês você volta para avaliarmos e, lembrando, traga-me os exames para eu acrescentar os dados em sua ficha de avaliação.&lt;br /&gt;O psiquiatra entregou a receita azul e, depois de um aperto de mão burocrático, conduziu o jovem, pelas portas da incerteza, ao olho enorme das ruas.&lt;br /&gt;– Estive analisando seu problema Júlio, acho que você precisa também de uns antidepressivos – o médico foi ligeiro na decisão já na segunda consulta do pobre diabo.&lt;br /&gt;– Mais remédios! Quero não!&lt;br /&gt;– Jovem, é necessário um tratamento químico, seu padecimento pode ser orgânico, vamos melhorar respostas de seus neurotransmissores, seu humor irá melhorar substancialmente – reforçou o especialista.&lt;br /&gt;– O problema são as lembranças... o álcool dissolveu a vida do meu pai... o que acha de ouvir um pouco sobre isto antes de me receitar essas coisas nefastas? – o rapaz desafiou o psiquiatra&lt;br /&gt;Meu pai enlouqueceu, talvez por raiva da vida, pelo fracasso financeiro, talvez por tédio ou pelo peso do trabalho, desatou a beber. Chegava em casa lambendo os lábios de embriaguez, parecia um cão sem dono. Mesmo enfraquecido pelos radicais etílicos, ainda encontrava forças para fazer um de seus mais freqüentes ofícios: desdenhar da solidão de minha mãe. Certa vez, com faca rasgada em esmeril, riscou um corte no braço direito dela. Tudo aquilo se tornou demais para mim. Não queria a vida como ela se me apresentava. E entre discussões e agressões físicas fiquei sem direção naquele pedaço de casa sem estrutura ou segurança.&lt;br /&gt;A vida sempre retira a máscara antes da morte. Em pleno desequilíbrio familiar, minha mãe apresenta piora em seu estado de saúde. Era cadiopata desde a juventude, tomava remédios de composição muito forte que contribuíram decisivamente para a disfunção renal, descoberta aos 36 anos. Lembro que estava lendo – o que fazia com freqüência para evadir-me dos desastres em família – quando a ouvi dizer as palavras do laudo médico para meu pai, um veredicto irredutível que mudaria nossas vidas para sempre: “Insuficiência renal crônica, ai meu Deus Demóstenes, isso vai me levar embora antes que veja meus filhos crescerem”. E de fato foi o que aconteceu, mas não antes de transformar meus dois irmãos e eu em criaturas tristes, perdidas e sem esperança.&lt;br /&gt;Júlio fez pausa para um choro breve e continuou:&lt;br /&gt;– Doutor, todos esses acontecimentos sempre reincidem em minhas lembranças como uma onda imensa que me arrasta para lugares terríveis.&lt;br /&gt;Dia após dia, a doença levava Lourdinha de casa ao hospital, enquanto Júlio substituía os sonhos e a rebeldia da adolescência por uma estadia prolongada, junto à mãe, nos assentos e quartos de hospitais. Uma responsabilidade que andava de mãos dadas com o amor que sentia por aquela mulher.&lt;br /&gt;– Inicialmente os médicos recomendaram tratar o problema com o recurso da diálise, que consistia em quatro trocas diárias do líquido abdominal por uma solução aquosa misturada a alguns componentes químicos. Ao final dessas sessões, que aconteciam em casa mesmo, minha mãe sentia-se muito enfraquecida, como se algo tivesse sugado as suas vísceras restando cada vez menos dela dia após dia.&lt;br /&gt;Com o tempo, a diálise tornou-se ineficaz, sendo necessária uma mudança no método de tratamento. Buscou-se então a hemodiálise, um procedimento que filtra o sangue do indivíduo em uma máquina interligada por um cateter ao corpo do paciente. O propósito é retirar substâncias tóxicas e água acumuladas no organismo, devido à deficiência dos rins. Transplante nem pensar – cardiopatia, Diabetes mellitus, hipertensão arterial, impediam a obra.&lt;br /&gt;Cinco anos de muito sofrimento. Embora experimentasse alguma melhora vez ou outra, no correr dos dias a vida se extinguia daquele corpo doente.&lt;br /&gt;– Doutor, como é interessante a capacidade humana de sonhar... com tudo o que vivenciei, eu ainda tinha algumas ilusões, perdidas tão logo o mundo se revelava a cada manhã. De uma só vez, perdi o vestibular; perdi o primeiro amor, que fora fazer odontologia em outro estado; perdi a saúde mental e fui acometido por uma depressão que me prostrou por quase dois anos.&lt;br /&gt;Quanto à minha mãe, lembro que ela fitou o céu e voltou-se para o mar que havia em meus olhos como a me perguntar o que seria de nós depois de tudo aquilo. Morreu no hospital, aos 41 anos, em meio a dores e solidão.&lt;br /&gt;Acredito em nada. As coisas perderam o conteúdo que me levava a crer na vida. Tenho mais partido com ninguém. Arranjei boas companhias, o tédio é mais forte que o refúgio das pessoas. Vontade de existir sem saber o que fui, longe do que é palpável, da consciência que me faz espesso... quero ser neblina, vento a-penas.&lt;br /&gt;– Júlio, percebo que você teve sim momentos de muita desilusão, perdas consideráveis, mas não se pode deixar que o passado envolva você a ponto de subtrair o que sobrou. É perceptível em seu relato uma completa apatia pelo mundo, um desprezo pelas pessoas que restaram. Recomendo que você procure fazer uma terapia para reestruturar essas percepções distorcidas. Quanto a nós, reforço a necessidade de algum antidepressivo.&lt;br /&gt;Enquanto o médico prescrevia a medicação, orientava um retorno ao consultório no mês seguinte.&lt;br /&gt;– Até nosso próximo encontro, Júlio.&lt;br /&gt;– Adeus, doutor!&lt;br /&gt;Já li que em nada há mais metafísica que comer chocolates e em algum momento um tio meu reforçou, em outros termos, essa sabedoria de poeta. Às vezes, envolver-se no breu laminado e papiloso de chocolates parece resolver, pelo menos superficialmente, os destemperos dessa vida estranha. Mas de nada adiantaria para Júlio, pois ele pensou e retirou a folha de estanho da cartela de prata, que era “de folha de estanho”, e deitou a vida ao chão. Suicidou-se às quatro horas da tarde posterior ao dia da consulta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4226288727221371992?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4226288727221371992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4226288727221371992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4226288727221371992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4226288727221371992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2009/02/consulta.html' title='A consulta'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3952886399011027558</id><published>2008-10-24T13:29:00.001-07:00</published><updated>2008-11-10T03:28:30.573-08:00</updated><title type='text'>O cotidiano...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Esse extrato de banalidade, de repetição, mas também de poesia e ilusão; esse sujeito que fala sob as vozes de tantos homens; essa realidade que caminha com os pés da existência. Tudo se insere, cotidianamente, na atmosfera da heterogeneidade, no funcionalismo que estandardiza os passos da humanidade, no circuito inexaurível das interfaces do cotidiano.&lt;br /&gt;O dia a dia encontra-se envolto pela teia da coexistência, pela convivência de tribos que exalam, de sua ética, a estesia da fragmentação social.&lt;br /&gt;E a Terra segue seu curso, gravitando na mesma Via Láctea, deflagrando os arrebóis de ocasos perpétuos e equilibrando, com a quântica universal, os átomos das matérias orgânicas que esboçam a circunferência do mundo.&lt;br /&gt;Mas onde estão os personagens sociais? Estarão na temporalidade do agora, abraçados, no mesmo instante, por espaços distintos, oriundos de espectros físicos e mentais que se refugiam na fugacidade das horas? Estarão, dia após dia, inseridos na incerteza concreta de suas atividades e de seus feitos cotidianos? Ou estão perfilando as páginas heróicas da insofismável epopéia da vida?&lt;br /&gt;Lancemo-nos a descobri-los; vivamos o presente lendo o livro do passado para nos inspirarmos ao futuro! Olhemos, cépticos e críticos, para os jornais, revistas, tvs; escutemos a voz da mídia, que, no empirismo do real, no experimento de seu discurso diário, tenta, utilizando o método das palavras, decifrar-nos. Sim, decifrar-nos! Pois somos como solenes esfinges compondo, cotidianamente, essa imensa aldeia global. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3952886399011027558?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3952886399011027558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3952886399011027558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3952886399011027558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3952886399011027558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/10/o-cotidiano.html' title='O cotidiano...'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1982021916575451920</id><published>2008-10-24T12:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T08:26:14.227-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Enquanto a chuva não pára&lt;br /&gt;Sinto o vácuo da solidão&lt;br /&gt;No cimo inóspito da melancolia&lt;br /&gt;Extraindo-me pensamentos guardados na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste leito vazio de tudo&lt;br /&gt;Sobe-me um frio dos calcâneos&lt;br /&gt;Aos cabelos pontudos&lt;br /&gt;Com traços que me correm sôfregos pelas vértebras&lt;br /&gt;E nem por isso as aquece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vertigem que mora em mim&lt;br /&gt;Arrebata-me a inércia dos nervos&lt;br /&gt;Vejo agora como nada que sou&lt;br /&gt;O tremor escondido no tempo&lt;br /&gt;Que outrora por aqui passou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seguiu perdido pelas horas&lt;br /&gt;Entorpecendo, vago, outros mundos&lt;br /&gt;Com sua pressa esquiva e atroz&lt;br /&gt;Mas antes destruiu o novelo&lt;br /&gt;Que tecia minha face. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;E como se não bastasse&lt;br /&gt;Ainda há pouco me calou a voz.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1982021916575451920?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1982021916575451920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1982021916575451920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1982021916575451920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1982021916575451920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/10/enquanto-chuva-no-pra-sinto-o-vcuo-da.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-4127679745094524538</id><published>2008-08-19T16:56:00.001-07:00</published><updated>2008-08-20T04:00:12.701-07:00</updated><title type='text'>Gabriela</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Um branco véu encobria a face bela&lt;br /&gt;Na cadência constante do belo sono&lt;br /&gt;E na decadência de meu outono,&lt;br /&gt;Tácita, eu perfilava Gabriela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Por onde andariam os sonhos dela?&lt;br /&gt;Que país os adotaria por seu dono?&lt;br /&gt;Vagariam, pois, qual meu abandono?&lt;br /&gt;Ou meter-se-iam em alguma janela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que havia sob aquela tez&lt;br /&gt;Branca, contrariando o Amado Jorge&lt;br /&gt;Lúdica, num debuxar de altivez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do corpo, de pensar minh’alma foge&lt;br /&gt;Ao refúgio daquela pequenez,&lt;br /&gt;À procura de um anjo que a aloje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-4127679745094524538?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/4127679745094524538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=4127679745094524538' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4127679745094524538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/4127679745094524538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/gabriela.html' title='Gabriela'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-8511990490113968306</id><published>2008-08-18T17:58:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T03:17:05.134-07:00</updated><title type='text'>Cirandas vespertinas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Aplacada a euforia do recreio vespertino, elas regressam às salas com olhos tredos e redondos, necessidades saciadas, exauridas e banhadas com o bálsamo da diversão. Lindas criancinhas! Se seus gestos falassem, diriam do afã de continuarem a perpetuar as horas de fruição, contudo a voz da obrigação intimida seus ouvidos solícitos e obedientes, convidando-as a retornarem ao mundo do conhecimento.&lt;br /&gt;Os livros espalmados nas carteiras como que as atraindo para a recreação de suas figuras, as letras proclamando as imposições do saber. Maravilhoso saber! Os assentos, despertos da indolência do descanso provisório, vingam-se, com braços verdugos, da cacofonia inocente arranjada em bocas pueris. O cenário do compartimento hermético, que é a sala de aula, pinta-se de um torpor descomunal, abrigando em sua ribalta as personagens de uma trama real.&lt;br /&gt;Aconchegados no alento de espaços reservados e delimitados pela banalidade cotidiana, os pequeninos parecem – desde tão novos – já se enquadrarem nas restrições desse nosso mundo ocidental, que lhes ensine a lição do ter.&lt;br /&gt;Ah! De onde vêm estas minúsculas almas? Seriam o traço de algum arco-íris perdido no mundo das ilusões? Talvez sejam extrato das explosões estelares em dia de festa nos céus; talvez tenham descido ao plano dos mortais sobre o cavalo branco de São Jorge em ocasiões deste ornar o vestido noturno sob atmosfera de lua cheia. Não duvido nada! Mas acredito mesmo que estes imaculados seres surgiram das brumas, das escumas dos mais profundos mares azuis, sobre lastros de ondas perenes, que os recolheram do colo dos ventos fugidios: constante sopro das marés.&lt;br /&gt;E quando dou por mim estou frente a frente com estes fragmentos do infinito; tão solenes, tão doces, tão indizíveis, convidando minh’alma ao subterfúgio das cirandas formadas pelos elétrons de seus inocentes pensamentos. Embevecida e gloriosa por este majestoso deleite, observando as tímidas sinapses propagadas por cérebros tão eloqüentes, brincando em jardins de fantasia, colhendo flores de utopia e ouvindo os saudosos pássaros – pequenos maestros das inebriantes sinfonias de um mundo inapreensível – furto-me, por um inefável delírio, das fronteiras de minha existência.&lt;br /&gt;Meu Deus, sou uma lânguida professora, escrevendo na lousa fria a branca chuva de giz que se espraia em palavras; aprendendo muito mais que ensinando; percebendo que para ir à Espanha buscar um chapéu “azul e branco da cor do céu”, ou voar como anjo, acalentando o apressado tempo sobre a freqüência pendular de um balanço, basta abraçar a beleza crédula das crianças e se deixar embalar pela magia de suas cirandas vespertinas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-8511990490113968306?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/8511990490113968306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=8511990490113968306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/8511990490113968306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/8511990490113968306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/cirandas-vespertinas.html' title='Cirandas vespertinas'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-8438211400688722982</id><published>2008-08-17T13:52:00.001-07:00</published><updated>2008-08-17T13:52:23.850-07:00</updated><title type='text'>À morte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Vem! Na noite de soluços e serenos&lt;br /&gt;Iluminar minh’alma negra e tua&lt;br /&gt;Vem! Clarinha... clarinha como a lua&lt;br /&gt;E logo me encerra nos teus braços plenos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me sugar teus peitos pequenos,&lt;br /&gt;Deitar em teu regaço e erguer-me nua,&lt;br /&gt;Despida da dor, da matéria crua.&lt;br /&gt;Apenas vem! Sela meus olhos selenos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou fraca... fraquinha, mas tu! Ah... és forte&lt;br /&gt;- Que não haverias de fazer por mim?&lt;br /&gt;Frêmito que faz fosso o vento norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai quem me dera fosse sempre assim&lt;br /&gt;Sempre... sempre junto a ti ó doce morte&lt;br /&gt;- Então, por que não me abrevias o fim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-8438211400688722982?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/8438211400688722982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=8438211400688722982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/8438211400688722982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/8438211400688722982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/morte.html' title='À morte'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-52994492590251822</id><published>2008-08-15T15:52:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T15:57:19.453-07:00</updated><title type='text'>Eurídice</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Virgem noiva que ao Hades recorreu&lt;br /&gt;Por lúgubre esquivança das bodas&lt;br /&gt;Ainda hoje por ti sofremos todas&lt;br /&gt;Junto ao rio das lágrimas de Orfeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uiva o vento anunciando que morreu,&lt;br /&gt;Debuxando nas musas bocas ledas&lt;br /&gt;Logros pérfidos e ilusões tredas,&lt;br /&gt;A Ninfa pura que o inferno revolveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orfeu porém tomou da sua lira&lt;br /&gt;E bebendo salinas águas disse:&lt;br /&gt;- Cantarei para as negras divindades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolverem minha amada Eurídice&lt;br /&gt;Mas, logo, percebeu que ela partira&lt;br /&gt;Sobre catre de dores e saudades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-52994492590251822?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/52994492590251822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=52994492590251822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/52994492590251822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/52994492590251822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/eurdice.html' title='Eurídice'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1951142191073662632</id><published>2008-08-08T14:02:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T14:47:18.234-07:00</updated><title type='text'>Mãe</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não direi das virgens pura’Santas&lt;br /&gt;Nem dos sonhos de remotos poetas&lt;br /&gt;Que das brumas têm suas almas seletas&lt;br /&gt;Por anjos trombetas de liras tantas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falarei de ti que aos ouvidos cantas&lt;br /&gt;A lira solene que de Orfeu flertas&lt;br /&gt;Quando com tal destreza despertas&lt;br /&gt;O mudo sono de feras e plantas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ti, (Senhora que os céus enfeita)&lt;br /&gt;Com doce brilho impávido d’estrela&lt;br /&gt;D’alva nascente qual poente se afeita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho o dia em poderei revê-la&lt;br /&gt;Deusa umbilical de face perfeita&lt;br /&gt;Mãe querida, quando, nova, irei tê-la?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;De mãe nada mais sei, nada sou, apenas uma imensa nostalgia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1951142191073662632?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1951142191073662632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1951142191073662632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1951142191073662632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1951142191073662632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/minha-me.html' title='Mãe'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3686933387199625868</id><published>2008-08-04T17:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T05:19:04.025-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;"Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Com o destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(Álvaro de Campos)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3686933387199625868?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3686933387199625868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3686933387199625868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3686933387199625868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3686933387199625868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/com-o-mistrio-das-coisas-por-baixo-das.html' title=''/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-2267566947395658359</id><published>2008-08-04T17:54:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T17:55:36.047-07:00</updated><title type='text'>Sem sentido</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Sou aquela que sorve o sentido do absurdo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois há na vida tempo demasiado-suficiente pra tudo!&lt;br /&gt;Sem essa de que a vida é curta! Desculpa da velha hipocrisia de quem se acostumou à rotina...&lt;br /&gt;Curtos eram meus cabelos há dez anos e já cresceram tanto que tenho vontade de os ceifar novamente!&lt;br /&gt;Ah, o inquietante frêmito da mudança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O presente é tão grande, não nos afastemos./&lt;br /&gt;Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas./.../"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-2267566947395658359?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/2267566947395658359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=2267566947395658359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2267566947395658359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2267566947395658359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/sem-sentido.html' title='Sem sentido'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3508719612307635635</id><published>2008-08-04T14:09:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T14:13:02.747-07:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Este ópio que o pensamento inebria&lt;br /&gt;Beija-me o fino lábio dormente&lt;br /&gt;Concavidade triste, decadente&lt;br /&gt;Frio símbolo duma face fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boca jamais te vi alegria&lt;br /&gt;No peito esta saudade poente&lt;br /&gt;Brindando taças de vinho clemente&lt;br /&gt;Com gelo de tédio, ao fim do dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada sou, senão aquilo que gira&lt;br /&gt;E quando tenho o mundo como mira&lt;br /&gt;Um medo medonho serve fraqueza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minhas mãos pequenas e vazias&lt;br /&gt;Sudários trêmulos de agonias&lt;br /&gt;Que da vida são a única certeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3508719612307635635?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3508719612307635635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3508719612307635635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3508719612307635635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3508719612307635635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/medo.html' title='Medo'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-6209921315729077015</id><published>2008-08-03T18:05:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T05:00:39.701-07:00</updated><title type='text'>Refluxo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Às vezes tudo parece tão inútil, todas as pessoas, seus gestos, sua fala, sua alegria incompreensível; isto me toma o estômago como um vulcão em erupção e sinto uma náusea incontrolável. Vomito a certeza que paira sobre a multidão; esta certeza do presente intocável, da esperança que sobrevive aos nós do futuro. Olho para o chão e vejo aquilo que me saciou há poucas horas: agora é apenas escória dispensável, dejeto em colapso, fruto de minha ansiedade incomensurável. Minhas mãos tremem e, quando as conduzo enfraquecidas ao peito, sinto a fibrilar agonia de ser carne. Uma carne repleta de poros, de dores, de amor; uma matéria que tem fome, que sente saudades do que não viu, não tocou, não sentiu; uma carne que nem um filho pariu e que dia a dia morre, igualmente a todos aqueles que ignora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;Tenho o peso leve da noite nas pálpebras. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;Sei de sono e sonhos: a-penas disso!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-6209921315729077015?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/6209921315729077015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=6209921315729077015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6209921315729077015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/6209921315729077015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/08/natureza.html' title='Refluxo'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-3287625669462617891</id><published>2008-07-31T16:40:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T12:38:41.075-07:00</updated><title type='text'>Passagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Quero ser apenas o nada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Há ter arestas, sem portas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Da vida, muito não - escada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;No outono, folhas mortas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não quero barcos em cais!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Minha providência é partir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ao vento pergunto: aonde vais?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;E a alma, que fica, quer ir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-3287625669462617891?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/3287625669462617891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=3287625669462617891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3287625669462617891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/3287625669462617891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/passagem.html' title='Passagem'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-2078373264264787032</id><published>2008-07-27T12:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T16:48:09.068-07:00</updated><title type='text'>Imisso</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou quem me fiz: ser&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;....&lt;/span&gt;Cio&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;......&lt;/span&gt;Saudade&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;............&lt;/span&gt;Silêncio&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...................&lt;/span&gt;Soledade&lt;br /&gt;Sertão denso: anoitecer&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-2078373264264787032?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/2078373264264787032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=2078373264264787032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2078373264264787032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2078373264264787032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/imisso-sou-quem-me-fiz-ser-cio-saudade.html' title='Imisso'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1268525531456516741</id><published>2008-07-25T15:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T16:56:40.893-07:00</updated><title type='text'>Declividade</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A via da vida está imprecisa&lt;br /&gt;E fico na soleira da tarde&lt;br /&gt;Calma por fora&lt;br /&gt;Quando tudo por dentro arde&lt;br /&gt;E resfria&lt;br /&gt;Fria, pequena centelha viva de gelo&lt;br /&gt;Esbranquiçado, fogo avermelhado&lt;br /&gt;Que invade e chama e queima&lt;br /&gt;Profundissimamente&lt;br /&gt;Nas trevas abissais desta hora&lt;br /&gt;Em que tudo desabrolha&lt;br /&gt;Ao cair da chuva&lt;br /&gt;E tudo verte de dentro para fora&lt;br /&gt;Fora daqui!&lt;br /&gt;Tudo se esvai&lt;br /&gt;Decai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declina como um monte extremo&lt;br /&gt;Verticalmente longínquo&lt;br /&gt;Cingindo-se sobre seu barro&lt;br /&gt;Repleto de sulcos aquosos:&lt;br /&gt;Pastosos, como a solidão desta hora&lt;br /&gt;Perdido na causalidade de tudo.&lt;br /&gt;Não preciso de ti!&lt;br /&gt;Tarde insana, arrefece minhas narinas&lt;br /&gt;Com um beijo inorgânico&lt;br /&gt;Com odor de ferro e amônia&lt;br /&gt;Que nada possa irromper do que me assola&lt;br /&gt;A alma, desalmada, desfolhada&lt;br /&gt;Das coisas que realmente importam...&lt;br /&gt;A existência, ser o que não se é&lt;br /&gt;E, sendo assim, não ser o que se é&lt;br /&gt;O que nos pertence como herdeiros&lt;br /&gt;Do infinito, do universo&lt;br /&gt;Dos seres, das coisas, de tudo?&lt;br /&gt;Seremos tutores de nós mesmos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1268525531456516741?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1268525531456516741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1268525531456516741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1268525531456516741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1268525531456516741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/via-da-vida-est-imprecisa-e-fico-olhar.html' title='Declividade'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-630515767290823894</id><published>2008-07-22T08:00:00.001-07:00</published><updated>2008-07-31T16:49:57.589-07:00</updated><title type='text'>Por falar em gatos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Esta tarde, veio-me arranhar o arabesco da memória, uma imagem que de súbito me absorveu dos módicos afazeres cotidianos. Lembrei que certo dia de sábado, abraçada a uma pilha de cinco livros e meio atabalhoada pelo vício do mecânico onomatopéico (ainda perco as estribeiras com o seu tiquetaque... insuportável!), preocupava-me em atravessar os portões da universidade e o mais rápido possível percorrer o longo caminho que me levaria à biblioteca central. O prazo que me fora dado a devolver os livros estava prestes a findar e não haveria súplica que rendesse os impacientes funcionários públicos aos apelos de meu atraso. Depois disto somente as mãos carentes nos bolsos ociosos de uma jovem estudante resolveria a questão.&lt;br /&gt;O percurso parecia cada vez mais extenso e tive que reunir forças na realização do meu objetivo. Durante a empreitada, em que a pressa elevava-me a cabeça além dos limites cervicais e me fitava o olhar no prédio de paredes desgastadas que me aguardava, não pude sequer deter-me a observar as frondosas árvores que em outrora sorviam meus sofrimentos e me devolviam um ar de tranqüilidade aos pulmões.&lt;br /&gt;Nada haveria que me pudesse desviar do grande prazer de um dever cumprido! Não fosse um bicho de quatro patas, unhas afiadas, bigodes finíssimos, pêlos desgrenhados que me lançou, em tom de repreensão, um repentino: MIAAAU! – Vou lhes contar: o susto foi tão grande que num só tropeção voou livro para todo lado. Mesmo esbaforida me ocupei em recolher os destroços do desastre, quando o semblante daquele pobre gato, lambendo avidamente a extremidade de seu rabo tão pequeno, tornou-se-me o único ponto visível. – Será que o machuquei muito? – pensei, enquanto ele projetava um olhar de flecha que me acusava do crime inesperado.&lt;br /&gt;Tentei me aproximar, mas todo esforço parecia inválido, pois o bicho era muito arredio. Insisti, hesitei, quando de repente me adiantei ao seu desprezo e doei carícias à sua fronte, numa tentativa de me redimir da dor que lhe causara. Logo nos tornamos amigos. Seus olhos doridos e profundos transformaram-se numa explosão de estrelas e, quando observei em volta, um turbilhão de outros seres da mesma espécie me cercava com um redemoinho de vozes agudas. Era como se todo o universo acadêmico estivesse convertido em um enorme hotel de gatos.&lt;br /&gt;Havia tantos! Alguns se banhavam com a saliva minguada da língua áspera; outros se procuravam na circunferência do silêncio provisório; os menores tentavam várias estripulias para mostrarem vivacidade; e todos com seus gestos variados me interrompiam o caminho. Sentei-me, nada mais importava; já havia me perdido naquele mundo de maciez melindrosa.&lt;br /&gt;Tamanha foi a distração que nem dei conta dos ponteiros... nem dos livros que, dispersos sobre uma calçada inacabada, reclamavam a multa de dois reais e cinqüenta centavos. E pensei... que sempre haverá algo no caminho e toda nossa pressa algum dia se torna tão inútil como a imagem de um carro prateado que naquele momento conduzia os três funcionários públicos que se apressavam em abandonar a biblioteca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-630515767290823894?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/630515767290823894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=630515767290823894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/630515767290823894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/630515767290823894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/esta-tarde-veio-me-arranhar-o-arabesco.html' title='Por falar em gatos...'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-7015152405025586947</id><published>2008-07-21T12:21:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T16:48:59.997-07:00</updated><title type='text'>Ossos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Ossos ilhados&lt;br /&gt;Em tumba obscura&lt;br /&gt;Calcários pedrados&lt;br /&gt;Sem pátria ou ventura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ossos plantados&lt;br /&gt;Despidos dos corpos&lt;br /&gt;Em terrenos arados&lt;br /&gt;Por Lázaros pós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ossos soturnos&lt;br /&gt;Sem cor, nem calor&lt;br /&gt;No fim taciturnos&lt;br /&gt;Sem tez, só torpor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ossos vizinhos&lt;br /&gt;Dizem para nós:&lt;br /&gt;Tolos sozinhos&lt;br /&gt;Não vedes – ó sois sós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-7015152405025586947?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/7015152405025586947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=7015152405025586947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/7015152405025586947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/7015152405025586947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/ossos-ossos-ilhados-em-tumba-obscura.html' title='Ossos'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-1058915083494792407</id><published>2008-07-20T18:24:00.000-07:00</published><updated>2008-07-25T14:55:49.773-07:00</updated><title type='text'>Surrealismo das quimeras</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E tudo começa com uma glutonaria desvairada: um barulho hostil e ensurdecedor de bocas comendo e bebendo às custas da miséria que se esconde nos guetos. A cada punhado de comida que penetra suas entranhas, preenchendo as adiposidades de sua matéria orgânica, uma lágrima rota preenche completamente o lânguido e esguio rosto das carências.&lt;br /&gt;E tudo continua com um sorriso despreocupado com as desilusões do mundo; um sorriso barrigudo, branco, burguês, mostrando às mãos pedintes e às pernas vacilantes dos que nada têm, que viver vale a pena. Que pena?&lt;br /&gt;Enquanto isso, um menino caminha nas ruas e caminhando tropeça nas arestas de uma pedra que o lança, abraçado ao seu desespero, ao chão, dizendo: “decifra o inorgânico da matéria, cerra teus olhos às agruras da vida, despede-te do carbono que te gerou. Resigna-te! Viverás melhor”. E o menino levanta-se trôpego e assustado e com os olhos esbugalhados respira com dificuldade. Lança-se ao seu desatinado destino de menino franzino, de menino sozinho, de barrigudinho menino. E a rispidez do caminho engole seus passos, esgotando o que ainda lhe resta de forças.&lt;br /&gt;Mas lá... bem do outro lado do mundo deste menino, os sorrisos se acentuam, a empáfia repugnante de construções faraônicas perpetuam a pirâmide hierárquica da soberba...&lt;br /&gt;Gotejando o cansaço de existir, continua o pequeno peregrino, desfiando a aridez de sua vida entre os nobres faraós, que de seus templos assistem, inertes, ao último espetáculo de uma quimera.&lt;br /&gt;Neste momento, a inércia sossegada do nobre enlaça o menosprezado peregrino e o convida a compartilhar daquele espetáculo tão certo, tão verdadeiro e tão inevitável que algum dia abrigará tantos mundos.&lt;br /&gt;E a morbidez inexaurível daquela quimera desloca-se pelo palco da vida, atraindo-os em sua direção. E já se vê ao longe o nobre e o menino, lado a lado, conduzindo diferentes mundos, e sorrisos, e almas, e utopias, e velozes vultos de identificação com aquele fim inexorável. – Era a visão dantesca do que os esperava a esmo pela fatalidade do destino, algoz ditador de suas vidas.&lt;br /&gt;No instante em que tudo se cala, quando o manto do torpor a fala embala, quando a flama da existência abandona o corpo e a atmosfera recebe os átomos de mais um esquife, é que todos os mundos entoam o mesmo som. Uma melodia não tão bela, porém indispensável à vida.&lt;br /&gt;E sobre estas e outras coisas, o franzino, e sozinho, e barrigudinho, e peregrino, e... menino fica a refletir, enquanto repousa a carapaça de seu descompassado realismo sobre o metafísico surrealismo das quimeras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-1058915083494792407?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/1058915083494792407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=1058915083494792407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1058915083494792407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/1058915083494792407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/surrealismo-das-quimeras.html' title='Surrealismo das quimeras'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-2438711371846150499</id><published>2008-07-20T18:10:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T07:32:51.971-07:00</updated><title type='text'>De repente...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Surgiu um suspiro suspenso no ar&lt;br /&gt;Um breve som desbravando o silêncio&lt;br /&gt;E no peito vago de nunca amar,&lt;br /&gt;Um rubro ardor fulmíneo, fulgêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do céu vieram estrelas e do mar&lt;br /&gt;Músculos marinhos, ondas em vício&lt;br /&gt;Agonizante; posto que para amar&lt;br /&gt;É preciso ter cardíaco ofício:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter o infinito nos vasos a correr;&lt;br /&gt;Ser Deus e ao mesmo tempo morrer,&lt;br /&gt;Fulminando de uma extrema convulsão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver nos olhos a chaga de quem ama&lt;br /&gt;E no peito aberto... aberto em chama&lt;br /&gt;O supremo ofício de ser... coração!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-2438711371846150499?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/2438711371846150499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=2438711371846150499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2438711371846150499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/2438711371846150499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/de-repente.html' title='De repente...'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-944041603991829529.post-5034610523057955272</id><published>2008-07-20T18:05:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T07:33:16.045-07:00</updated><title type='text'>Corpos e almas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Meu afã transbordava cálido.&lt;br /&gt;No peito vil o toque fibrilar&lt;br /&gt;Crepitava teu dardejante olhar,&lt;br /&gt;Crepúsculo cego de brilho árido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos desfalecidas e frias,&lt;br /&gt;Mortas e esvaídas pelo beijo febril&lt;br /&gt;Mas gloriosas pelo ímpeto ardil,&lt;br /&gt;Tateavam o néctar das orgias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derramado nos corpos sudários,&lt;br /&gt;Qual parafina de velas acesas&lt;br /&gt;Bentas por bálsamos candelários;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chorando o rubro fogo das paixões&lt;br /&gt;À noite deitavam-se nossas almas presas&lt;br /&gt;Ataviadas por impiedosos grilhões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/944041603991829529-5034610523057955272?l=multiplodemim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://multiplodemim.blogspot.com/feeds/5034610523057955272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=944041603991829529&amp;postID=5034610523057955272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5034610523057955272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/944041603991829529/posts/default/5034610523057955272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://multiplodemim.blogspot.com/2008/07/corpos-e-almas-meu-af-transbordava.html' title='Corpos e almas'/><author><name>Viviane Marques Guedes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06385454125780335996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
